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Resumo de Bangüê

Livro regionalista de José Lins Rêgo
capa do livro bangue, de José Lins do Rego   Bangüê é um romance escrito em 1934 do escritor carioca José Lins do Rego. O livro é o terceiro de uma trilogia que se inicia com Menino de Engenho, tem seqüência com Doidinho e se finda com Bangüê. A história guarda várias das características típicas do autor, famoso por sua literatura regionalista.

   O personagem principal de Bangüê é Carlos Melo, um homem jovem que retorna ao engenho de seu avô logo após se forma em direito numa universidade da capital. Logo ao retornar, Carlos tem muita dificuldade de se readaptar ao ambiente rural.

   Dr. Carlos passou alguns anos fora do Engenho de seu avô, e ao retornar vê todos os seus antigos amigos em uma situação bastante diferente daquela que tinham quando o rapaz foi estudar na capital. Também a forma como lhe tratavam havia mudado bastante, sem que ninguém cultivasse intimidades com o bacharel formado na capital, o futuro dono do engenho Santa Rosa, palco de Bangüê.

   Carlos é um rapaz com pouco força de caráter e que se ilude a todo momento, apesar de a sua realidade não ser exatamente ruim. Quando na capital, havia inventado histórias sobre o engenho de seu avô, e mesmo sobre o comportamento do velho, tentando criar uma aura aristocrática ao redor do velho José Paulino.

   Bangüê mostra o final do grande império dos caroneis da cana de açúcar, a historia se passa no momento de inflexão do setor, quando os grandes feudos dos coronéis começavam a dar lugar a estrutura capitalista das grandes usinas. Entretanto, ainda é possível perceber o grande poder que esses senhores possuíam em suas terras, sendo praticamente os poderes executivo, legislativo e judiciários.
   Em Bangüê, os pobres não tinham opção de trabalho, tendo que trabalhar nas grandes lavouras de cana, a um salário de fome. Sua realidade era horrenda, conforme o Dr. Carlos percebe em diversos momentos, mas nunca tem a força necessária para agir contra ela e provocar uma mudança social em suas terras.    Bangüê também retrata o preconceito racial que a aristocracia canavieira guardava, além do papel secundário que as mulheres possuíam nesta sociedade. A história termina mostrando como apesar de haver uma mudança do eixo de poder, não há uma mudança social, com os ricos se mantendo ricos e os pobres mantendo-se na penúria.
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